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A ‘linha orgânica’ das construções de si (e do fora)

por DANIELA MATTOS em TEMPO_FESTIVAL

As performances apresentadas no primeiro dia do Tempo (tanto a de Fernando Eiras quanto a do Coletivo Improviso), me pareceram lidar com diferentes modos de subjetivação, com espaços de ‘construção de si’. Esses espaços, que interagem, trocam e também constituem o ‘fora’, o mundo, estão diretamente vinculados às poéticas de cada artista.

No processo do Coletivo Improviso as [auto]biografias dos componentes do grupo aparecem como estruturas que se abrem rizomaticamente ao encontro com o outro e com a cartografia imprevisível do mundo, sendo ‘matéria’ fundamental para a produção de sentido e para que seja desenhado o ‘corpo’ do trabalho.

Na ação de Fernando Eiras a biografia, foi colocada numa espécie de fita de moebius com a ficção, criando um espaço contínuo, numa rica e intensa ‘retroalimentação’ entre esses lugares, que me pareceu ter sido reforçada pela fala do artista durante a conversa posterior.

As concepções de construções de si e do fora, do eu-outro no campo extensivo do mundo vem sendo também constantes no campo das Artes Visuais, desde os anos 1960. Tomei emprestado de uma de nossas maiores artistas, Lygia Clark, que tão bem desenvolveu e redefiniu essas questões em sua obra, o conceito de “Linha Orgânica” (algo que seria uma campo de contiguidade entre pintura e mundo, arte e vida), para falar um pouco de minhas impressões sobre o que vi(vi) hoje.

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O movimento, a fala e o improviso _18_12_09

por INÊS NIN em TEMPO_FESTIVAL

Pessoas contam estórias em um palco. Arte narrativa, afinal, é o teatro. As falas variam em tonalidade e direção, quando não são diálogos/monólogos e outras maneiras encontradas para se criar uma cena. Aparentemente, é a palavra que define o movimento dos atores em torno de um fio que se desenrola, com lugares imaginários bem demarcados. Tensionado, o barbante também se abre ao público, que caminha então ao centro do espaço e participa, representando as direções nomeadas pela atriz que convida à retrospectiva de uma ação.

Com um dia e algumas horas de delay, falo aqui da apresentação do Coletivo Improviso, processo decorrente da residência do grupo patrocinada pela Secretaria Municipal de Cultura. A partir de demarcações temporais, regras e as estórias que vão sendo contadas, muitas oriundas de experiências feitas pelas ruas do Rio de Janeiro (”escolho um ponto da cidade em que eu normalmente não estaria e, ali, converso com alguma pessoa desconhecida”), a costura vai sendo feita, ora acrescentada de um vídeo ou de uma rádio simulada, como na performance de Alessandra Colasanti.

Dos fragmentos que se fixaram na minha memória se destaca ‘She moves she’, música do Four Tet que reapareceu algumas vezes ao longo do processo, dando início a trechos que, como esquetes, demarcavam novas ações. O grupo declara que o espetáculo trata de reflexões em torno do outro, do reconhecer-se no outro e exercícios em torno do tema; por fim, desse algo que está entre o eu e outro e que pressupõe um rearranjo de todos os modos para sua existência.

Eis, então, a música, que pontua o tempo do espetáculo, em videoclipe preenchido por imagens urbanas arranjadas em caleidoscópio:

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